quarta-feira, 11 de julho de 2018

Dia de São Bento 2018



Recebi do meu querido amigo, irmão Gregório, oblato do mosteiro de Campos do Jordão, o texto do padre beneditino olivetano, de muito bom gosto espiritual, Dom Gregório Botelho, OSB Oliv. Trata-se de uma piedosa, poética e atualíssima oração a Nosso Pai São Bento, na sua hodierna festa.
Ei-la:

"São Bento, abençoai!
Abençoai os seus monges e monjas,
seus filhos e filhas...
Os tempos mudaram, não os corações.
Somos bárbaros,  pai,
e precisamos ser civilizados
por vosso equilíbrio tão humano!
Abençoai, São Bento, os vossos mosteiros
e os mosteiros que existem no escondimento dos corações que buscam sempre,
dentre os cacos dos espelhos
estilhaçados de cada dia,
reencontrar espelhada a face de Deus.
São Bento,  abençoai as nossas taças envenenadas:
se elas não se romperem nos matamos
uns aos outros, a nós mesmos.
Ficai acordado conosco,
quando todos dormem:
na torre do mosteiro de noss'alma
esperamos,
num raio de luz,
ver o mundo inteiro,
a vida inteira, toda nossa história...
Resolvidos e entendidos num piscar d'olhos:
o Amor que tudo resume,
o Amado que tudo redime!
Amém."

Dom Gregório M. Botelho, OSB Oliv.


domingo, 1 de julho de 2018

Salmodia como caminho de contemplação




O texto dos Salmos no Ofício Divino é dividido versículo por versículo entre dois grupos que se alternam mutuamente de maneira regular. Entre os dois semi-versículos, cada grupo introduz uma pausa notável, sempre com a mesma duração.

O canto a dois coros mantém a oração contemplativa dentro de nós. Enquanto a outra parte do coro canta, nós escutamos. Podemos então nos recolher para dentro de nosso coração, nas profundezas de nossa alma.

São Basílio afirma que a salmodia nos liberta da tristeza, dá serenidade à alma e reduz a perturbação interior ao silêncio.

Para uma boa salmodia é importante uma boa qualidade de escuta mútua. Quando escutamos cantando e cantamos escutando, nosso coração se abre mais e mais à presença de Deus que vem a nós através da Palavra.

A pausa no meio do versículo é muito importante na salmodia. Ela deixa à Palavra de Deus um espaço onde possa ressoar.

A pausa é também o espaço para a respiração e para nos abrirmos ao Espírito Santo. “Quem salmodia está repleto do Espírito Santo”, dizia São João Crisóstomo (Efésios 5, 18-20).

Dom João Batista, OSB
Mosteiro da Transfiguração

sábado, 21 de abril de 2018

Papa Francisco aos beneditinos




Papa Francisco aos beneditinos: "Encontrar Cristo no monge"

O Abade Primaz da Abadia de Santo Anselmo , Gregory Polan, O.S.B., anunciou nesta semana as comemorações do Jubileu do 125° aniversário da Confederação Beneditina e da fundação da Abadia Primaz de Santo Anselmo em Roma.

As comemorações iniciaram na manhã desta quinta-feira, 19 de abril, com uma audiência com o Santo Padre o Papa Francisco, na Sala Clementina, no Vaticano. No encontro participaram o Abade primaz, os abades e abadessas representantes das confederações, os residentes e os colaboradores do colégio e do Ateneu Santo Anselmo e os representantes dos diversos ramos e instituições internacionais internas da mesma Confederação Beneditina.

Dom Gregório de Oliveira, que é monge do mosteiro beneditino em São Paulo e residente no Santo Anselmo em Roma, falou sobre a audiência concedida pelo Papa Francisco, destacando também os principais pontos observados pelo Papa:

A confederação conta hoje com mais ou menos 7000 monges beneditinos e 12000 monjas e irmãs beneditinas espalhados pelos 5 continentes. Além dos mais de 180.000 estudantes espalhados em nossas escolas e universidades por todo o mundo.

Nesta manhã em Roma, bela e ensolarada, estivemos em audiência com o Santo Padre, onde o Abade Primaz, Gregory Polan, O.S.B, fez a explanação ao Santo Padre sobre todos os trabalhos, o carisma beneditino e os nossos desafios no século XXI.

O Santo Padre nos encorajou a sermos fiéis ao zelo pela Sagrada Liturgia, a lectio divina que é a escuta da Palavra de Deus que alimenta o nosso espírito para que possamos alimentar o mundo. O Papa nos chamou a atenção quanto à hospitalidade com os que procuram os nossos mosteiros, pois eles querem encontrar Cristo no monge e o monge deve encontrar Cristo neles, e por fim lembrou o grande carisma do discernimento, sabendo discernir o que vem de Deus, o que vem do mundo e o que vem do Demônio, para que possamos ser fiéis ao chamado de Deus em nossas vidas.


Em sua mensagem aos beneditinos presentes na Sala Clementina, o Papa Francisco destacou alguns pontos essenciais da vida monástica, especialmente aquelas aprendidas com São Bento e vividas ainda hoje como regra dentro e fora dos mosteiros:

ESPIRITUALIDADE

“A espiritualidade beneditina é renomada pelo seu moto: Ora et labora et lege. Oração, trabalho e estudo. Na vida contemplativa, Deus constantemente anuncia a sua presença de maneira inesperada. Com a meditação da Palavra de Deus na lectio divina, somos chamados a permanecer em uma escuta religiosa da sua voz para viver em constante e alegre obediência. A oração gera no nosso coração, dispostos a receber os dons surpreendentes que Deus está sempre pronto a nos dar, um espirito de renovado fervor que nos leva, através do nosso trabalho cotidiano, a buscar a divisão dos dons da sabedoria de Deus com os outros: com a comunidade, com aqueles que vêm ao mosteiro para a busca de Deus (“quaerere Deum”), e com quantos que estudam nas vossas escolas, colégios e universidades. Assim se gera uma sempre renovada e revigorada vida espiritual.”

LITURGIA

“O vosso amor pela liturgia, como obra fundamental de Deus na vida monástica, é essencial acima de tudo para vós, permitindo-vos estar na presença viva do Senhor; e é preciosa para toda a Igreja, que ao longo dos séculos se beneficiou como fonte de água que irriga e fecunda, alimentando a capacidade de viver, pessoalmente e em comunidade, o encontro com o Senhor ressuscitado.”

ACOLHIDA

“Nesta época, quando as pessoas estão tão ocupadas que não têm tempo suficiente para ouvir a voz de Deus, seus mosteiros e conventos se tornam como oásis, onde homens e mulheres de todas as idades, origens, culturas e religiões podem descobrir a beleza do silêncio e redescobrir a si mesmo, em harmonia com a criação, permitindo a Deus restaurar uma ordem adequada em suas vidas. O carisma beneditino da acolhida é muito precioso para a nova evangelização, porque lhe dá a oportunidade de acolher a Cristo em todas as pessoas que chegam, ajudando aqueles que buscam a Deus a receber os dons espirituais que ele reserva para cada um de nós.”

ECUMENISMO

“Os beneditinos sempre reconheceram o compromisso com o ecumenismo e o diálogo inter-religioso. Encorajo-vos a continuar neste importante trabalho para a Igreja e para o mundo, colocando a sua tradicional hospitalidade a seu serviço. De fato, não há oposição entre a vida contemplativa e o serviço aos outros. Os mosteiros beneditinos - tanto nas cidades como longe delas - são locais de oração e hospitalidade. Sua estabilidade também é importante para as pessoas que vêm procurá-lo. Cristo está presente neste encontro: ele está presente no monge, no peregrino, no necessitado.”

EDUCAÇÃO

“Sou grato pelo seu serviço na educação e treinamento, aqui em Roma e em outras partes do mundo. Os beneditinos são conhecidos por serem "uma escola de serviço do Senhor". Exorto-vos a dar aos alunos, juntamente com os conhecimentos e conhecimentos necessários, as ferramentas para que possam crescer na sabedoria que os leva a buscar continuamente a Deus em suas vidas; essa mesma sabedoria que os levará a praticar a compreensão mútua, porque somos todos filhos de Deus, irmãos e irmãs, neste mundo que tem muita sede de paz.”

Dando seguimento as comemorações, houve uma conferência do Padre Jeremy Driscoll, O.S.B., abade de Mount Angels no Oregon (Estados Unidos), com o tema “Teologia monástica ou sapiencial: estratégia de ensino e de aprendizado”. E para a conclusão do Jubileu de 125° da Confederação Beneditina, no dia 21 de abril será celebrada uma missa solene  presidida pelo Secretário de Estado, Sua Eminência o Cardeal Pietro Parolin.


No dia 18 de abril de 1893 foi colocada solenemente a primeira pedra do edifício atual de Santo Anselmo, na colina do Aventino, em Roma. Em 12 de julho do mesmo ano, o Papa Leão XIII instituiu oficialmente, com o breve “Summum Semper”, a Confederação Beneditina, unindo assim os diversos mosteiros beneditinos e oferecendo ao mesmo tempo um lugar onde a Ordem beneditina teria doado “de novo a Igreja aqueles grandes monges santos que difundiram no mundo o ensinamento e a cultura cristã” (Leão XIII).


 Fonte: Vatican News

quarta-feira, 21 de março de 2018

Trânsito de NPSBento



BENTO ANUNCIA AOS IRMÃOS A SUA MORTE.

“No mesmo ano em que devia partir desta vida, anunciou o dia de sua santíssima morte a alguns discípulos que com ele viviam e a outros que moravam longe. Aos presentes acrescentou que guardassem em silêncio o que ouviram, e aos ausentes ainda deu a saber o sinal que se produziria para eles quando a alma se lhe apartasse do corpo.

Seis dias antes da sua morte, mandou abrir a sepultura. Pouco depois atacado de febres, começou a ser atormentado pela violenta temperatura. Como dia a dia se agravasse o mal, no sexto dia fez-se levar ao oratório pelos discípulos; aí muniu-se para a partida, com a comunhão do corpo e do sangue do Senhor; a seguir, apoiando nos braços dos discípulos os membros enfraquecidos, ficou de pé com as mãos elevadas para o céu, e entre palavras de oração exalou o último suspiro.

No mesmo dia, foi comunicada a dois irmãos, dos quais um estava no mosteiro e o outro distante, igual visão: ambos viram um caminho forrado de tapeçarias e coruscante inumeráveis luzes, estendido desde a cela de Bento até o céu, em direção do oriente; no alto, estava um homem de venerando e resplandecente aspecto, que lhes perguntou de quem era a estrada que viam; eles confessaram que ignoravam; então lhes disse: “Este é o caminho pelo qual Bento,
o amado do Senhor, subiu ao céu.” Assim aconteceu que, como os discípulos presentes viram a morte do santo varão, também os ausentes dela tiveram conhecimento, pelo sinal que lhes fora prenunciado.
Foi sepultado na capela de S. João Batista, que ele próprio construíra depois de ter posto abaixo o altar de Apolo. E na mesma gruta de Subiaco em que primeiro habitou, ainda hoje, quando a fé dos suplicantes o exige, ele refulge em milagres.”

Dos "Diálogos", de São Gregório Magno

domingo, 26 de novembro de 2017

Assembléia Jubilar da CIMBRA



Está acontecendo, de 23 a 26 de novembro, a assembléia jubilar da CIMBRA - 50 anos, que neste ano conta com a presença do Abade Primaz Dom Gregory Pollan.

Este ano, o encontro acontece no Mosteiro de Vinhedo, em São Paulo.

Para saber mais:

http://www.cimbramonastica.org.br/cimbra/

sábado, 1 de julho de 2017

Congregação Beneditina do Brasil


Hoje, primeiro de julho de 2017, comemoramos os 190 anos da fundação da Congregação Beneditina Brasileira, pelo Papa Leão XII, em 01/07/1827, na bula Inter gravissimas curas.

A Congregação conta com 4 grandes Abadias, que remontam ao século XVI: Salvador (1582), Olinda (1586), Rio de Janeiro (1590) e São Paulo (1598). Existem, ainda, mosteiros espalhados por todo o Brasil.

O atual Abade Presidente é dom Felipe, Abade do Rio de Janeiro.

Nosso Pai São Bento, rogai por nós!




sábado, 1 de abril de 2017

Mosteiro de São Bento de Garanhuns





O Mosteiro de São Bento de Garanhuns foi fundado no dia 3 de abril de 1940, sendo o Bispo da Diocese de Garanhuns Dom Mário de Miranda Villas Boas; o Arquiabade da Congregação Beneditina do Brasil, Dom Lourenço Zeller OSB; e o Prefeito do Município de Garanhuns, Dr. Celso Galvão.

Por decisão do Capítulo Geral da Congregação e indicação do Arquiabade D. Lourenço, os monges beneditinos da Abadia do Rio de Janeiro, Dom Domingos de Silos Tavares e Dom Gerardo Martins foram encarregados de fundar, aqui no Nordeste, um Mosteiro, que teria como tarefa principal dirigir e manter uma Escola Claustral, que viesse a formar jovens candidatos para as Abadias brasileiras, especialmente para as do Nordeste.

Foi, depois, transformado em Priorado dependente da Abadia de Olinda em 1980, e posteriormente erigido em Priorado Conventual a 12 de maio de 1986, na Diocese de Garanhuns. (Diretório Litúrgico OSB).

Os priores deste mosteiro foram:

Dom Gerardo de Barros Wanderley, OSB  +27/07/2010 – 1º Prior Conventual

Dom José Gabriel Araújo Azevedo, OSB - 2º Prior Conventual

Dom Gregório Pereira Lima, OSB - 3º Prior-Administrador – Eleito em 21 de novembro de 2006, empossado em 22 de novembro de 2006.

Prior atual:
Dom João Batista dos Santos Andrade, OSB
4º Prior Conventual, empossado em 17 de dezembro de 2007.

UIOGD

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Santa Escolástica



Hoje, 10 de fevereiro, comemoramos Santa Escolástica, irmã gêmea de São Bento, fundadora dos mosteiros beneditinos femininos.

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Dos Diálogos de São Gregório Magno, papa
 
Escolástica, irmã de São Bento, consagrada ao Senhor onipotente desde a infância, costumava visitar o irmão, uma vez por ano. O homem de Deus descia e vinha encontrar-se com ela numa propriedade do mosteiro, não muito longe da porta.
Certo dia, veio ela como de costume, e seu venerável irmão com alguns discípulos foi ao seu encontro. Passaram o dia inteiro a louvar a Deus e em santas conversas, de tal modo que já se aproximavam as trevas da noite quando sentaram-se à mesa para tomar a refeição.
Como durante as santas conversas o tempo foi passando, a santa monja rogou-lhe: “Peço-te, irmão, que não me deixes esta noite, para podermos continuar falando até de manhã sobre as alegrias da vida celeste”. Ao que ele respondeu-lhe: “Que dizes tu, irmã? De modo algum posso passar a noite fora da minha cela”.
A santa monja, ao ouvir a recusa do irmão, pôs sobre a mesa as mãos com os dedos entrelaçados e inclinou a cabeça sobre as mãos para suplicar o Senhor onipotente. Quando levantou a cabeça, rebentou uma grande tempestade, com tão fortes relâmpagos, trovões e aguaceiro, que nem o venerável Bento nem os irmãos que haviam vindo em sua companhia puderam pôr um pé fora da porta do lugar onde estavam.
Então o homem de Deus, vendo que não podia regressar ao mosteiro, começou a lamentar-se,dizendo: “Que Deus onipotente te perdoe, irmã! Que foi que fizeste?” Ela respondeu: “Eu te pedi e não quiseste me atender. Roguei ao meu Deus e ele me ouviu. Agora, pois, se puderes, vai-te embora; despede-te de mim e volta para o mosteiro”.
E Bento, que não quisera ficar ali espontaneamente, teve que ficar contra a vontade. Assim, passaram a noite toda acordados, animando-se um ao outro com santas conversas sobre a vida espiritual. Não nos admiremos que a santa monja tenha tido mais poder do que ele: se, na verdade, como diz São João, Deus é amor (1Jo 4,8), com justíssima razão, teve mais poder aquela que mais amou.
Três dias depois, estando o homem de Deus na cela, levantou os olhos para o alto e viu a alma de sua irmã liberta do corpo, em forma de pomba, penetrar no interior da morada celeste. Cheio de júbilo por tão grande glória que lhe havia sido concedida, deu graças a Deus onipotente com hinos e cânticos de louvor; enviou dois irmãos a fim de trazerem o corpo para o mosteiro, onde foi depositado no túmulo que ele mesmo preparara para si.
E assim, nem o túmulo separou aqueles que sempre tinham estado unidos em Deus.


Santa Escolástica, rogai por nós!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Oblação beneditina e Ordens Terceiras





Uma das riquezas da nossa Igreja é a diversidade de dons e carismas, e as ordens religiosas são um exemplo claro disto: ativas ou contemplativas, cada uma com seu ideal, com seu carisma, com seu jeito de ser Igreja. Portanto, é natural que leigos se sintam atraídos pela espiritualidade dessas ordens e queiram fazer parte delas a seu modo, sem sair do mundo. Assim, surgiram as ordens terceiras franciscana, carmelita, dominicana, entre outras; e a oblação beneditina.

Porém, existem semelhanças e diferenças fundamentais entre a oblação beneditina e as ordens terceiras citadas.

Os mosteiros beneditinos, a despeito de estarem ligados em confederações, federações e congregações, são autônomos, apesar de serem muito parecidos uns com os outros, mas cada um tem sua característica própria. São Bento não fundou uma Ordem, fundou mosteiros independentes, que depois foram reunidos na Ordem Beneditina; São Francisco e São Domingos fundaram Ordens religiosas, com superiores e provinciais, ordens primeira e segunda e, posteriormente, terceiras.

O oblato beneditino, assim como o monge, pertence ao mosteiro onde fez sua oblação. Ele pode participar do ofício em outro mosteiro, quando estiver em viagem, por exemplo, mas sempre pertencerá ao seu mosteiro de origem. Um oblato pode trocar de mosteiro, mas somente após análise cuidadosa e consentimento dos superiores de ambos mosteiros, não é automático nem periódico, é excepcional.

Um cristão pertencente a ordem terceira franciscana, por exemplo, pertence à Ordem Franciscana, e frequenta o convento franciscano mais próximo geograficamente de sua residência ou trabalho; assim são também as ordens terceiras dominicana, carmelita etc.

O católico leigo, afeiçoado à ação apostólica, é atraído naturalmente pela ordem terceira dominicana. Já outro, mais sensibilizado com o ideal da pobreza evangélica e com o cuidado de fazer reinar a justiça e a paz entre os homens, faz da ordem terceira franciscana o seu lugar. Para os cristãos que desejam dedicar-se à prece litúrgica, ao amor e louvor a Deus, a uma vida contemplativa de silêncio e recolhimento, a oblação beneditina é a escolha certa.

Nosso Pai São Bento, rogai por nós!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Benção Abacial de Dom Luiz Pedro OSB como Abade de Olinda



Aconteceu ontem, 27 de dezembro de 2016, a posse canônica e benção abacial do 108º Abade de Olinda, Dom Luiz Pedro Soares OSB.

A cerimônia aconteceu na basílica do Mosteiro de Olinda e foi presidida por Dom Antonio Fernando Saburido OSB, Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife. Estavam presentes o Bispo auxiliar de Recife, Dom Antonio Tourinho Neto; o vigário geral da Arquidiocese, Dom Severino Batista de França OFMCap; o administrador diocesano da Paraíba, Dom Genival Saraiva; o Abade Presidente da Congregação Beneditina do Brasil, Dom Felipe OSB, também Abade do Rio de Janeiro; Dom Emanoel D'Able do Amaral OSB, Arquiabade de Salvador; o prior do mosteiro de Garanhuns, Dom João Batista OSB; e vários outros monges e monjas de todo o Brasil.


Como lema de seu abaciado, Dom Luiz Soares escolheu uma sentença extraída da Regra Beneditina: “Spem suam Deo commiterre (RB 4, 41)”, que significa “Colocar toda a esperança em Deus.”


Ordenado presbítero há trinta anos, Dom Luiz Pedro Soares nasceu no Agreste da Paraíba, na cidade de Tacima (atual Campos de Santana), município que faz divisa com Nova Cruz, no estado do Rio Grande do Norte. Lecionou a disciplina de Religião no Colégio de São Bento, atuou como Prior do Mosteiro de São Bento em Fortaleza e desde 2013 vinha atuando como Prior Administrador do Mosteiro de São Bento de Olinda.